quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O texto seguinte foi apresentado na última Assembleia Municipal e reprovado pela maioria comunista. Assim se vê o desrespeito que esta gente tem por um património que é de todos e que eles não estão interessados em preservar. Vergonhoso!


ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ALMADA

PROJECTO DE DELIBERAÇÃO

1.O Monte da Cruz e o seu Cruzeiro de pedra situam-se no lugar de Vale do Rosal, Freguesia da Charneca de Caparica. O solo deste local está consagrado desde o século XVI e o sítio é lugar de peregrinação e oração.

2. Este Monte e o seu Cruzeiro constituem um valor espiritual e cultural inestimável, pois ali rezaram os 40 Mártires do Brasil, beatificados em 1854. Quando o Processo de Canonização do Beato Inácio de Azevedo e Companheiros Mártires estiver concluído, este património vai assumir ainda maior relevância.

3.O espaço constitui-se assim como um marco inestimável da nossa história colectiva, cheia de um ideal mais alto que nos foi deixado pelos nossos antepassados e merece ser visto como património de Portugal e do Mundo.

4.Em 2010 iniciaram-se as obras do IC32 – Circular Regional Interna da Península de Setúbal (CRIPS) – verificando-se que a construção desta infra-estrutura coloca em risco a preservação deste importante património.

Face aos considerandos anteriores, a Assembleia Municipal de Almada, reunida a 28 de Setembro de 2010, delibera:

a)que o Monte da Cruz e o seu Cruzeiro sejam considerados património de interesse municipal;
b)que o Instituto de Estradas de Portugal, a Concessão Baixo-Tejo e a Câmara Municipal de Almada procedam às diligências necessárias à preservação integral do Monte da Cruz e do seu Cruzeiro, designadamente com o traçado do IC32 em túnel nesta parte;
c)recomendar ao IGESPAR o estudo e classificação deste património.

Os deputados municipais proponentes

Fernando Sousa da Pena

António do Livramento Maco

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

En Passant

Já estamos acostumados a que os jornais locais em Almada ignorem actividades do CDS. Por exemplo, por diversas vezes o Presidente do Partido esteve no Concelho em visitas relevantes, sem qualquer jornalista local presente e sem que a população tivesse direito a ser informada do facto.

Mas que diabo... Não deixa de parecer excessivo que o CDS de Almada organize um seminário sobre um tema muito actual, com a participação, entre outros, do Ministro da Agricultura, Nuno Melo, Gonçalo Ribeiro Telles, Eugénio Sequeira, Octávio Machado, Nuno Magalhães e Paulo Portas e não haja UMA LINHA sobre o facto na imprensa local...

Mas claro, a Madrinha Maria Emília homenageada pelos Bombeiros de Almada não deixou de merecer uma atenção muito especial.

Estaremos a incomodar assim tanto os interesses instalados?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Oposição com soluções

Seminário sobre Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, "Solos Agrícolas - Um Bem Comum", no próximo domingo, dia 26, à tarde, nas instalações do Inatel (Costa da Caparica).

Presenças confirmadas: Ministro da Agricultura, Deputado Europeu Nuno Melo, Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, Prof. João Joanaz de Melo (GEOTA), Prof. Eugénio Sequeira (LPN), Octávio Machado (agricultor), Carlos Magno (jornalista moderador), Fernando Sousa da Pena (deputado municipal), Palmira Gonçalves (ARAB).

Abertura por António Maco (CDS Almada) e Deputado Nuno Magalhães. Encerramento com Paulo Portas, Presidente do CDS.

Entrada livre.

VEMOS, OUVIMOS E LEMOS. PODEREMOS IGNORAR?

In Notícias de Almada, 17.09.2010

1) O caso poderia ser uma anedota própria do calor de Agosto, mas aconteceu em Almada. Um indivíduo cadastrado foi detido pela Polícia por desrespeitar uma ordem de paragem. Presente a Tribunal, foi libertado, depois de ter dito à juíza que iria voltar a roubar para recuperar o dinheiro apreendido pela PSP. Curiosamente, um mês antes o CDS apresentara no Parlamento um projecto para tornar obrigatório o julgamento rápido dos criminosos apanhados em flagrante delito. O rodopio que temos hoje é caricatural: a Polícia apanha o criminoso em flagrante e apresenta-o em Tribunal; não há processo sumário e o Tribunal estabelece uma apresentação periódica às autoridades, libertando o criminoso; este não cumpre a medida de coacção e reincide na sua actividade criminosa. Para estupefacção dos cidadãos de bem, que são as vítimas deste sistema insensato, PS e PSD juntaram-se à esquerda comunista na rejeição do projecto do CDS. Um coro de banalidades de cartilha procurou justificar o incompreensível. Que todos saibamos quem são os responsáveis políticos pela sensação de impunidade que os criminosos têm em Portugal.

2) Cá por Almada, são também muito curiosas as convergências de interesses que permitem ao Partido Comunista, que venceu sem maioria, continuar a governar o concelho de costas voltadas para a população, a gastar o dinheiro público em propaganda, subsídios sem critério e lugares para a clientela partidária, e a erguer um futuro irrecuperável de betão. Numa dança a vários pares, PS, PSD e BE alternam como parceiros da estratégia comunista. Ora agora aprovas tu, ora agora aprovo eu... Tem sido assim no Orçamento, nas Contas , na Ecalma, no Programa Polis da Caparica (em uníssono), no saque à Paisagem Protegida, à Reserva Agrícola e à Reserva Botânica (outra dança a quatro), nos planos urbanísticos, na atribuição a eito de subsídios com que se sequestra a iniciativa dos cidadãos, nos textos ideológicos sobre Educação e Segurança.

3) Esta maioria PCP-PS-PSD-BE é também responsável pela situação grave que se vive nas Terras da Costa, zona agrícola única na Europa e que a Câmara Municipal decidiu entregar à especulação imobiliária e à construção de uma estrada inútil (ER 377-2). Em Maio, a Câmara decidiu ocupar à força terrenos agrícolas. Em Julho foi acusada pelo Tribunal de esbulho violento e obrigada a retirar a vedação. Não cumpriu a decisão, incorrendo no crime de desobediência qualificada. Há dias o Provedor de Justiça tornou público um comunicado em que anunciava a abertura de um inquérito à Câmara de Almada e à Estradas de Portugal pelo processo da estrada regional. Apesar de tudo, a Estrada da Vergonha ameaça avançar, atropelando leis, pessoas e o mais rico património do concelho. A Presidente Maria Emília comporta-se como a Grande Timoneira para quem o Estado de Direito pouco vale na sua caminhada totalitária.

domingo, 5 de setembro de 2010

Provedor de Justiça analisa Estrada da Vergonha

Há muito que o CDS é a única força partidária a bater-se contra a construção da Estrada da Vergonha. Agora surge a notícia: o Provedor de Justiça abre processo de inquérito à Câmara Municipal de Almada e à Estradas de Portugal sobre a Estrada Regional 377-2, e torna-o público em comunicado à imprensa. Depois do Tribunal, a quem aliás desobedeceu, vem agora o Provedor incomodar a Grande Timoneira na sua saga heróica de dar cabo do património de Almada.

Que a Presidente Emília saiba que nem todos estão rendidos aos rendimentos do betão.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um imperativo de cidadania

A Dra. Ermelinda Toscano decidiu abandonar a bancada do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Almada, pelas razões que tão bem explica no seu blogue.

Ao ter conhecimento da sua decisão, não hesito na afirmação: a Assembleia Municipal de Almada ficará mais pobre. Não obstante a distância ideológica evidente entre os nossos programas políticos, a Dra. Ermelinda Toscano mostrou ser uma excelente deputada municipal, com um empenho e uma competência pouco comuns. Deste modo, não terá decerto defraudado aqueles que lhe confiaram o voto.

Como entendo que a classe política necessita de pessoas entregues à causa pública com seriedade inabalável, tudo aquilo que me afasta das ideias do BE não impede que, com sinceridade, lamente a perda para o município que a sua saída representa.

Num concelho asfixiado por uma Câmara Municipal incompetente e com tiques de totalitarismo, que não respeita sequer as decisões dos tribunais, e que encontra uma oposição cúmplice ou tíbia, as vozes claras dos que se preocupam de facto com os cidadãos de Almada são indispensáveis.

Este texto é, pois, um imperativo de cidadania.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Notas Estivais

1) O CDS apresentou no Parlamento um projecto que pretende tornar obrigatório o julgamento rápido dos criminosos apanhados em flagrante delito. O rodopio que temos hoje é um retrato burlesco de um país em que a autoridade não se leva à séria: a Polícia apanha o criminoso em flagrante e apresenta-o em Tribunal; não há processo sumário e o Tribunal estabelece uma apresentação periódica às autoridades, libertando o criminoso; este não cumpre a medida de coacção e reincide na sua actividade criminosa.

Para estupefacção dos cidadãos de bem, que são as vítimas deste sistema insensato, PS e PSD juntaram-se à esquerda comunista na rejeição do projecto do CDS. Um coro de banalidades de cartilha procurou justificar o incompreensível. Que todos saibamos quem são os responsáveis políticos pela sensação de impunidade que os criminosos têm em Portugal.

2) Entretanto, por Almada, são também muito curiosas as convergências de interesses que permitem ao Partido Comunista, que venceu sem maioria, continuar a governar o concelho de costas voltadas para a população, a gastar o dinheiro público em propaganda, subsídios sem critério e lugares para a clientela partidária, e a erguer um futuro irrecuperável de betão.

Numa dança a vários pares, PS, PSD e BE alternam como parceiros da estratégia comunista. Ora agora aprovas tu, ora agora aprovo eu... Tem sido assim no Orçamento, nas Contas , na Empresa Municipal de Estacionamento, no Programa Polis da Caparica (em uníssono), no saque à Paisagem Protegida, à Reserva Agrícola e à Reserva Botânica (outra dança a quatro), na atribuição a eito de subsídios com que se sequestra a iniciativa dos cidadãos (quase sempre aprovados por todos), nos textos ideológicos sobre Educação e Segurança.

A oposição em Almada reduz-se ao CDS, que não se conforma com um poder comunista obsoleto e totalitário e apresenta um programa alternativo com que é coerente nas suas posições públicas e nas votações.

3) Esta maioria PCP-PS-PSD-BE é também responsável pela situação grave que se vive nas Terras da Costa, zona agrícola única na Europa e que a Câmara Municipal decidiu entregar à especulação imobiliária e à construção de uma estrada inútil (ER 377-2). Em Maio, a Câmara decidiu ocupar à força terrenos agrícolas. Foi agora acusada pelo Tribunal de esbulho violento e obrigada a retirar a vedação. Não cumpriu a decisão, incorrendo no crime de desobediência qualificada.

Esta semana os agricultores tomaram em mãos a tarefa, com autorização judicial. Um dia de libertação neste enclave ao estilo norte-coreano que comunistas e seus parceiros querem construir em Almada. PS, PSD e BE assobiam para o lado.

Agora há que redobrar o cuidado. A Estrada da Vergonha ameaça avançar atropelando leis, pessoas e o mais rico património natural do concelho. Vemos, ouvimos e lemos, mas há quem teime que temos de ignorar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Será Almada um enclave norte-coreano em Portugal?

COMUNICADO

O CDS – Partido Popular, através do seu Deputado eleito pelo círculo de Setúbal, Nuno Magalhães, da Comissão Política Concelhia de Almada, dos Deputados Municipais António Pedro Maco e Fernando Sousa da Pena, e do eleito para a Assembleia de Freguesia da Costa da Caparica, Pedro Sousa Morais, denunciam publicamente o grave desrespeito da Câmara Municipal de Almada, na figura da Sr.ª Presidente Maria Emília de Sousa, para com o Tribunal e para com o Estado de Direito.

As Terras da Costa constituem uma extensão de solos agrícolas de elevada qualidade e produtividade, com quase 200 hectares de área, e que apresentam condições únicas na Europa, particularmente propícias para a agricultura. Estas terras estão ameaçadas severamente pelo projecto da Estrada Regional 377-2 e pelo Plano de Pormenor 4 do Programa Polis.

Há cerca de dois meses e meio, a Câmara Municipal de Almada enviou para as Terras da Costa trabalhadores da autarquia, apoiados por um corpo de intervenção das forças policiais, sem qualquer documento legal, para tomar posse de terrenos agrícolas.

Foi utilizada violência sobre pessoas, alfaias agrícolas e plantações, e colocada uma cerca de arame e chapas metálicas, impedindo até ao dia de hoje que os agricultores possam exercer livremente a sua actividade económica e de sustento familiar.

Tentando recuperar os seus direitos, foi interposta uma providência cautelar no Tribunal de Almada, que decidiu a favor dos agricultores, acusou a Câmara Municipal de esbulho violento e ordenou a restituição imediata do terreno.

Tendo em conta esta decisão, o Tribunal impôs à Câmara Municipal de Almada 5 dias, a contar da data da notificação, que retire a vedação que impede o acesso às terras agrícolas, facto que não ocorreu até ao momento. A Câmara Municipal de Almada incorre assim no crime de desobediência qualificada e demonstra um puro desrespeito pelas decisões dos tribunais e desprezo pela vida e pelo trabalho das pessoas.

O CDS está desde o início ao lado dos agricultores e da defesa incondicional das Terras da Costa, da Paisagem Protegida e da Reserva Botânica, bem como na defesa do cumprimento das regras do estado de direito.

Almada não pode ser um enclave ao estilo norte-coreano encravado no regime democrático.

De relembrar que as tentativas na Assembleia Municipal de Almada por parte dos deputados municipais do CDS para a protecção de tão relevante património esbarraram sempre numa oposição acanhada e num executivo que insiste em projectos criminosos. Esta vergonha tem sido escrita a quatro mãos e será necessário compreender por que razão se pretende escancarar território protegido à especulação imobiliária.

O CDS denuncia aqui estes factos e irá pedir explicações à Presidente da Câmara de Almada, e tomar as demais diligências para que o estado de direito, as liberdades e garantias dos cidadãos não sejam mais ultrajados por este executivo comunista.

Reafirmamos ainda que não cederemos à tirania da Presidente Maria Emília Sousa e aos seus projectos para arrasar o mais rico património do concelho.

Nuno Magalhães
Deputado
Presidente da Comissão Política Distrital de Setúbal do CDS-PP

António Pedro Maco
Deputado Municipal
Presidente da Comissão Política Concelhia de Almada do CDS-PP

Fernando Sousa da Pena
Deputado Municipal
Vice-Presidente da Comissão Política Distrital de Setúbal do CDS-PP

Pedro Sousa Morais
Membro da Assembleia de Freguesia da Costa da Caparica

Paulo Zorro
Vice-Presidente da Comissão Política Concelhia de Almada da Juventude Popular

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Câmara Municipal fora da lei

Devido a uma providência cautelar interposta por um agricultor das Terras da Costa, o Tribunal de Almada ordenou à Câmara Municipal a retirada de todo o estaleiro instalado em Maio e a devolução da terra para uso agrícola.

Como o CDS defendeu desde o início, designadamente através dos seus Deputados Municipais e do Deputado Nuno Magalhães, a autarquia actuou à margem da lei e contra os interesses de todo o concelho.

Este é um primeiro passo para prevenir o plano da Presidente Maria Emília e dos seus seguidores, dentro e fora do seu partido, para arrasar área agrícola de qualidade única na Europa, a paisagem protegida e a reserva botânica.

Esta sentença deveria fazer corar de vergonha a Presidente da Edilidade e as forças da oposição que suportam o Programa Polis e a Estrada Regional 377-2, responsáveis por este plano criminoso.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Primeiro projecto do CDS bloqueado na sessão da Assembleia Municipal

1. A Câmara Municipal de Almada publica mensalmente uma edição de distribuição gratuita, de nome Almada, conhecida frequentemente por Boletim Municipal, que pretende divulgar pela população a actividade do Município.

2. A edição é custeada pelo orçamento municipal, ou seja, por dinheiro público.

3. A publicação Almada não deve ser um meio de promoção exclusiva de um partido nem de culto de personalidade.

4. A publicação Almada não deve conter matéria de opinião sem possibilidade de contraditório.

5. A linha editorial da publicação Almada não deve obedecer a critérios ideológicos e deve traduzir a multiplicidade de opinião que está presente na vida de cidadania do concelho.

6. A informação transmitida pela publicação Almada não deve omitir factos ou acontecimentos relevantes para o concelho, ainda que controversos ou contrários à política do executivo camarário.

7. Em muitos municípios, publicações idênticas contêm espaço para os partidos políticos com representação municipal.


Face aos considerandos anteriores, a Assembleia Municipal de Almada reunida a 29 de Junho de 2010 delibera que a publicação Almada deverá conter:

a) um espaço de 3 páginas reservado aos partidos políticos com representação nesta Assembleia, em moldes a acordar em Conferência de Representantes;

b) um espaço de uma página reservado à participação dos munícipes, segundo uma selecção que assegure diversidade de opiniões.

Os deputados municipais proponentes

Fernando Sousa da Pena

António do Livramento Maco