sexta-feira, 18 de março de 2011

Pela cave...
























Se o Dr. Ribeiro e Castro me permite o plágio, talvez esteja hoje mais do que nunca na vida do CDS «completamente livre, completamente solto». Um dia alguém escreveu que para se viver nos partidos portugueses tem de se ser especialista em política de sótão. Se assim for, deixem-me estar na cave..
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Nota: A partir de hoje este blog reflecte apenas opiniões políticas pessoais.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Nuno Melo leva a Estrada da Vergonha à Comissão Europeia


In http://www.nunomelo.eu/noticias.php?codnoticia=122


Nuno Melo questiona Comissão Europeia sobre impacto negativo da Estrada Regional 377-2 na agricultura e no ambiente

Nuno Melo pediu um parecer à Comissão Europeia sobre o impacto negativo que a construção da Estrada Regional 377-2 terá tanto nos solos agrícolas das Terras da Costa como na bicentenária Mata Nacional dos Medos.

A intenção da construção da ER 377-2, que terá uma extensão de 17 km, não prevê alternativas que preservem os 200 hectares de área agrícola das Terras da Costa, cuja exploração permite atingir até quatro colheitas por ano, sempre com escoamento assegurado quer no Concelho de Almada quer na área metropolitana de Lisboa.

Irá também destruir mais de seis hectares de dunas e habitat naturais, situados na Mata Nacional dos Medos. Mandada plantar pelo Rei D. João V, a Mata está inserida no perímetro da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica (PPAFCC), devido ao grande interesse botânico e paisagístico.

Esta obra foi bastante criticada no procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental. A Direcção Geral de Agricultura do Ribatejo e Oeste (DRARO) salientou que o Estudo Prévio não dava a devida relevância às Terras da Costa, quer enquanto solo, quer enquanto actividade económica. Também um despacho da Declaração de Impacte Ambiental, de 2008, reconheceu a fragilidade da Mata e os impactos negativos não minimizáveis da construção da estrada.

O projecto da nova rodovia, proposto pelas Estradas de Portugal, vem recuperar parte de um projecto de 2000 da responsabilidade da Câmara Municipal de Almada, com o nome de " via turística", o qual foi sujeito a vários chumbos e pareceres negativos, desde o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade ao Supremo Tribunal Administrativo, passando pelo Instituto de Estradas de Portugal.

Posto isto, Nuno Melo colocou as seguintes questões à Comissão Europeia:

-Dado o parecer negativo da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste, que considera que os primeiros 4 km de traçado deste projecto se desenvolvam em solos da RAN (Reserva Agrícola Nacional), numa área de horticultura de grande importância económica, e uma vez que não estão previstas alternativas que preservem estes solos, e que o Programa Habitat II da Organização das Nações Unidas estabelece o fomento da agricultura urbana como uma prioridade das cidades mundiais para o século XXI, qual o parecer da Comissão Europeia relativamente a esta matéria?

-No âmbito do QREN 2007-2013, a Comissão Europeia prevê que as obras em causa tenham, ou possam vir a ter apoios dos Fundos Estruturais e do Fundo de Coesão?

-Dada a importância histórica, cultural, natural, ecológica e paisagística, que património de Portugal e da U.E, não considera que esta obra viole a legislação comunitária, nomeadamente as Directivas 79/409/CEE (relativa à conservação das aves selvagens) e 92/43/CEE (relativa à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens) do Conselho?

Leia as perguntas feitas à Comissão:

Pergunta à Comissão - Projecto ER 377-2 – Terras da Costa

Pergunta à Comissão - Projecto ER 377-2 – Mata dos Medos


Saiba mais em

A ESTRADA DA VERGONHA

GATO ESCONDIDO

CANALHA

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE RESISTE, HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE DIZ NÃO

CÂMARA MUNICIPAL FORA-DA-LEI

PROVEDOR DE JUSTIÇA ANALISA ESTRADA DA VERGONHA

Uma Câmara que insiste em estar à margem da lei

REQUERIMENTO


Exmo Senhor

Presidente da Assembleia Municipal de Almada


É do conhecimento público o Parecer 44/2011 da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), relativa ao Processo 654/2010. Designadamente, nele consta que:


a) em 26 de Outubro de 2010, a cidadã Maria Ermelinda Toscano requereu à Câmara Municipal de Almada (CMA) um conjunto de cópias de documentos;


b) a CMA não forneceu as cópias requeridas nem justificou a sua recusa;


c) a CMA não forneceu qualquer informação à CADA, depois de instada a tal;


d) a CADA considera que a cidadã requerente tem direito a toda a informação solicitada à CMA.


A transparência dos actos administrativos é fundamental numa democracia, pelo que o CDS vê com preocupação o desrespeito da CMA pelos direitos de uma cidadã e por regras fundamentais da vida democrática.


Ao abrigo das disposições legais e regimentais, venho solicitar à Presidente da Câmara Municipal de Almada resposta clara e completa às seguintes questões:


1) Por que razão não forneceu a CMA os documentos requeridos no tempo determinado por lei?


2) Por que razão não deu a CMA qualquer informação à CADA?


3) Quando irá a CMA dar seguimento ao parecer da CADA e fornecer à cidadã requerente os documentos a que tem direito?


Solicito, ainda, cópia, preferencialmente em formato digital a enviar por correio electrónico, de todos os documentos solicitados pela cidadã Maria Ermelinda Toscano no seu requerimento de 26/10/2010, referidos também no parecer da CADA acima citado.


Almada, 10 de Março de 2011


Fernando Sousa da Pena

Deputado Municipal do CDS-PP


terça-feira, 15 de março de 2011

Protecção Civil

REQUERIMENTO


Exmo Senhor

Presidente da Assembleia Municipal de Almada


A Protecção Civil Municipal tem como objectivos fundamentais:

a) prevenir no território municipal os riscos colectivos e a ocorrência de acidente grave ou catástrofe deles resultante;

b) atenuar na área do município os riscos colectivos e limitar os seus efeitos no caso das ocorrências;

c) socorrer e assistir no território municipal as pessoas e outros seres vivos em perigo e proteger bens e valores culturais, ambientais e de elevado interesse público;

d) apoiar a reposição da normalidade da vida das pessoas nas áreas do município afectadas por acidente grave ou catástrofe.


Ao abrigo das disposições legais e regimentais, venho solicitar à Presidente da Câmara Municipal de Almada resposta clara e completa às seguintes questões:


1) A lei 65/2007 determina que a comissão Municipal de protecção civil integre um Comandante Operacional Municipal. Existe esse Comandante no Município de Almada? Qual é a sua identidade e as suas habilitações para o cargo? Se não existe, qual é o fundamento?


2) A lei determina que a comissão Municipal de protecção civil tenha nos seus quadros de pessoal funcionários com formação na área. Existem funcionários com formação específica? Qual é a sua identidade? Qual é a formação dos funcionários afectos à comissão municipal de protecção Civil?


3) A lei determina que os planos municipais em vigor dever estar actualizados em conformidade com a nova legislação de protecção civil. Existe Plano Municipal de Protecção Civil? Quando sofreu a última actualização?


Solicito, ainda, cópia, preferencialmente em formato digital a enviar por correio electrónico, do Plano Municipal de Protecção Civil em vigor.


Almada, 5 de Março de 2011


Fernando Sousa da Pena

Deputado Municipal do CDS-PP

quinta-feira, 10 de março de 2011

Requerimento do CDS-PP sobre as actas das reuniões de Câmara

REQUERIMENTO


Exmo Senhor

Presidente da Assembleia Municipal de Almada


Ao abrigo das disposições legais e regimentais, venho solicitar à Presidente da Câmara Municipal de Almada cópias das actas de todas as reuniões de Câmara realizadas nos anos de 2009, 2010 e 2011. Se existirem nesse suporte, mais informo que pretendo os documentos em formato digital, podendo ser-me enviados por correio electrónico.


Almada, 23 de Fevereiro de 2011


Fernando Sousa da Pena

Deputado Municipal do CDS-PP

terça-feira, 8 de março de 2011

Requerimento do CDS-PP

REQUERIMENTO


Exmo Senhor

Presidente da Assembleia Municipal de Almada


Na sessão da Assembleia Municipal de 4 de Fevereiro de 2011, o CDS-PP colocou seis questões à Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada, não tendo obtido respostas satisfatórias.


Deste modo, ao abrigo das disposições legais e regimentais, vimos solicitar respostas escritas, claras, inequívocas e completas da Presidente da Câmara Municipal de Almada às seguintes perguntas:


1-Houve buscas da Polícia Judiciária às instalações dos SMAS no passado dia 13 de Janeiro?


2- Deslocaram-se às instalações dos SMAS catorze inspectores da Polícia Judicária no dia 13 de Janeiro?


3- A Polícia Judiciária apreendeu documentos relacionados com processos de admissão de pessoal e aquisição de bens e serviços nos SMAS?


4- É do seu conhecimento a prática de crimes de favorecimento de pessoas e empresas e enriquecimento ilícito de familiares de autarcas de Almada?


5- Subscreve a classificação de «normal» a esta acção da Polícia Judiciária, alegadamente utilizada pelo Senhor Presidente do Conselho de Administração dos SMAS?


6- Foi interrogada no dia 1 de Fevereiro pela Polícia Judiciária?


Almada, 23 de Fevereiro de 2011


Fernando Sousa da Pena

Deputado Municipal do CDS-PP

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Há coincidências...

No dia 20 de Dezembro de 2010, o Regimento da Assembleia Municipal de Almada foi atropelado de uma forma que envergonha a vida pública no nosso concelho. Designadamente, a reunião foi prolongada para lá da hora regulamentar (primeira irregularidade) para discutir um ponto fora da ordem do dia (segunda irregularidade). Pormenores em http://almadaxxi.blogspot.com/2010/12/afinal-ainda-ha-margem-para-surpresas.html

A versão preliminar da acta da reunião não regista a interpelação à mesa que fiz no sentido de ver encerrada a reunião (dada a hora), nem a resposta negativa e sem fundamentação regimental do Presidente. Coincidências...

Por outra fantástica coincidência, este projecto de acta (nº 4) não foi enviado a nenhum dos deputados municipais do CDS juntamente com os números 2, 3 e 5. Quando se tentava aprovar estas actas no burburinho final da reunião de ontem (25 de Fevereiro), depois da observação da nossa bancada acabou por prevalecer o bom senso e as gravações vão ser ouvidas de novo.

Esperemos que não haja mais coincidência bizarras nesta espécie de democracia almadense.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

As brincadeiras do Bloco de Esquerda

COMUNICADO
1. O Bloco de Esquerda anunciou a apresentação de uma moção de censura ao Governo. Rapidamente se percebeu que era teatro.
2. Na verdade o anúncio foi seguido por uma bizarra sucessão de declarações de dirigentes do Bloco de Esquerda, segundo as quais a referida moção não tem por objectivo a queda do Primeiro-Ministro, não visa a substituição do Governo, nem pretende devolver a palavra aos Portugueses, mediante eleições.
3. Acresce que o Bloco de Esquerda não só não procurou apoios para a sua moção, como, estranhamente, se desdobrou em afirmações contra os partidos da oposição que a podiam aprovar.
4. Os cidadãos condenam – e com razão – a ausência de sinceridade no discurso político. O Bloco de Esquerda diz que quer censurar José Sócrates, mas afinal quer mantê-lo no poder; sabe que precisa de apoios para a sua iniciativa, mas afasta-os.
5. Para um Partido que se apresentou aos Portugueses como novo, diferente e arrojado, o Bloco de Esquerda revela outra natureza e recorre assim ao que há de mais “politiqueiro” na política velha.
6. A doutrina do CDS era pública antes desta iniciativa. As moções de censura não devem ser tácticas, tantas são as dificuldades que tantos Portugueses atravessam. Por isso, só interessam as que promovam uma mudança política efectiva. Se o Bloco de Esquerda não quer substituir José Sócrates, está a fazer-lhe, provisoriamente, um favor.
7. Quando anunciou a moção, o Bloco de Esquerda conhecia o nosso pensamento. Se não fossem sectários, se quisessem mesmo dar aos Portugueses o direito democrático de se desembaraçar deste Primeiro-Ministro, sabiam que teriam uma reacção positiva da nossa parte. Deliberadamente, não a quiseram.
Fica até a ideia de que, se o CDS ou porventura o PSD votassem favoravelmente a moção, o Bloco correria aflito a retirá-la, o que revela o pouco alcance e a inconsistência da mesma.
8. O CDS, evidentemente, desvaloriza uma moção de censura que não é a sério. A abstenção é o voto possível.
9. O CDS, consciente das responsabilidades que tem, reafirma que está disponível para avaliar favoravelmente iniciativas que não sejam sectárias nem tácticas.
10. O CDS reserva-se o direito, de como está escrito no Documento de Orientação Política sufragado pelos seus militantes, tomar iniciativas sérias e consensuais que promovam efectivamente a mudança de ciclo político, a saída do Primeiro-Ministro, e o termo desta política.
Gabinete da Presidência
Lisboa, 14 Fevereiro 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Quem cala consente?

Perguntas colocadas pelo CDS à Presidente da Câmara Municipal de Almada na Assembleia Municipal Extraordinária de 4 de Fevereiro:

1-Senhora Presidente, confirma que houve buscas da Polícia Judiciária às instalações dos SMAS no passado dia 13 de Janeiro?

2- Senhora Presidente, confirma que se deslocaram às instalações dos SMAS 14 inspectores da Polícia Judicária?

3- Senhora Presidente, confirma que houve a apreensão de documentos relacionados com processos de admissão de pessoal e aquisição de bens e serviços?

4- Senhora Presidente, reconhece a prática de crimes de favorecimento de pessoas e empresas e enriquecimento ilícito de familiares de autarcas?

5- Senhora Presidente, subscreve a classificação de «normal» a esta acção da Polícia Judiciária?

6- Senhora Presidente, confirma que foi interrogada no dia 1 de Fevereiro pela Polícia Judiciária?

A Presidente Maria Emília não cumpriu o seu dever de esclarecer a Assembleia e os cidadãos de Almada perante notícias tão inquietantes. Antes, enveredou por uma teoria de conspiração histriónica e lançou acusações de «complô organizado», «terrorismo político» e «acto antidemocrático».

A degradação da vida política no concelho é cada vez mais preocupante, e só surpreende a passividade quase patética de uma oposição anestesiada ou comprometida.