quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal













«'Hoje brilhará sobre nós a luz, porque nos nasceu o Senhor!' Eis a grande novidade que comove os cristãos e que, através deles, se dirige à Humanidade inteira. Deus está aqui! Esta verdade deve encher as nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo encontro especial com Deus, deixando que a Sua luz e a Sua graça entrem até ao fundo da nossa alma.» (S. Josemaria, Cristo que Passa)

Para os leitores deste blogue e para todos os cidadãos de Almada, os meus melhores votos de um Santo e Feliz Natal.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A nova face da democracia

Pelos vistos, a senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada inaugurou um novo estilo de gestão democrática do município. Na última Assembleia Municipal, recusou-se a responder a todas as perguntas da oposição sobre a Actividade Municipal, ponto da ordem de trabalhos.

O argumento - entre a criatividade e a alucinação - baseava-se no início do mandato há pouco tempo, como se Presidente e Vereadores tivessem chegado há um mês à Câmara Municipal. Uma falta de respeito pela Assembleia Municipal que não mereceu qualquer reparo do seu presidente. Uma atitude sobranceira que apenas é permitida pela cobertura que lhe é dada pelo Bloco de Esquerda, que a espaços finge ser oposição. Uma forma inédita de fazer democracia, neste concelho que não tem um desígnio, mas um negro fado...


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ainda a estrada da vergonha

Sem qualquer sombra de pudor, o Senhor Presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica e a Senhora Presidente da Câmara Municipal de Almada voltaram ontem, em Assembleia Municipal, a produzir equívocos (parece que não agradou a palavra mentiras...) sobre a Estrada Regional 377-2 e as Terras da Costa. Quem os ouvisse, julgaria até que a estrada requalificará o espaço agrícola...

Ora, a Direcção Regional de Agricultura da Região Oeste foi muito clara no seu parecer desfavorável, por entender que a ER 377-2 inviabilizará a prática agrícola. Para não falar na Reserva Ecológica, na Reserva Botânica e na zona bicentenária da Mata dos Medos que ficarão irremediavelmente destruídas com este projecto criminoso.

O património natural, paisagístico e histórico dos almadenses fica assim entregue nas mãos desta coligação de interesses que une CDU, PS e PSD em torno de uma estrada inútil e cara, paralela e a pouca distância de duas outras vias que cumprem as funções (IC32 e estrada Florestal, devidamente qualificada), abrindo-se portas à especulação imobiliária, que parece ser o único móbil deste ataque inaceitável.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O lixo da modernidade

Depois das brigadas de limpeza pré-eleitorais, o lixo está de volta a Almada. E depois perguntam por que razão as pessoas não andam na rua...















segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A estrada da vergonha - mais uma página da história de um crime

Programa Biosfera, da RTP2. Para recordar o crime ambiental que a coligação CDU-PS-PSD prepara em nome de uma estrada inútil e de uma teia de mentiras.



sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A estrada da vergonha

"Estrada ameaça Terras da Costa": artigo no Jornal da Região de 24 de Novembro (pág. 7). Uma boa peça de jornalismo independente, o que nem sempre se consegue no nosso concelho. Afinal, quando se debate um assunto grave para o futuro do concelho, há órgãos de comunicação social local que não lhe dispensam uma linha, mas dão destaque de capa e artigo de página inteira às iluminações de Natal...

Fica renovada a chamada de atenção para um projecto que junta comunistas, socialistas e sociais-democratas na delapidação de um riquíssimo património natural, paisagístico e histórico de valor nacional e internacional.

Uma estrada que se comprova ser inútil, contrária ao PDM, que repete num enorme troço a Via Turística chumbada pelo Supremo Tribunal e que seria impensável em qualquer país civilizado. Tudo em nome da especulação imobiliária e de um Polis que gasta rios de dinheiro em intervenções decadentes e ameaças aos direitos das populações.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

25 de Novembro - Dia da Liberdade

A nossa gratidão a todos os que há 34 anos libertaram o país da tentativa de instauração de uma ditadura comunista. E a certeza de que os destroços que ainda subsistem dessa doutrina criminosa serão definitivamente banidos da vida dos povos.

domingo, 15 de novembro de 2009

O futuro cobrir-vos-á de vergonha






















Na sexta-feira escreveu-se uma das páginas mais negras da história política de Almada. O CDS apresentou na Assembleia Municipal um Projecto de Deliberação que pretendia proteger dos inúteis e gravosos planos da ER 377-2 e de realojamento do Polis zonas únicas de elevado valor ambiental, paisagístico, cultural e social. O texto integral é apresentado mais abaixo.

Uma coligação de interesses CDU-PS-PSD (com a abstenção envergonhada do BE) votou pelo ataque definitivo ao pouco património natural que nos resta. Uma estrada inútil de 4 faixas e especulação imobiliária no horizonte a rasgar reserva agrícola, reserva ecológica, reserva botânica, habitates prioritários e paisagem protegida. Atropelados direitos legítimos de agricultores, construído um cenário negro para os cidadãos da Charneca, hipotecado um futuro para as gerações futuras esmagadas pelo legado de betão. Um rabo de fora que deixa adivinhar um enorme gato escondido...

A defesa da causa foi assegurada pelo Presidente da Junta de freguesia da Costa de Caparica, cujo único e excêntrico argumento foi a construção clandestina que já existe nas Terras da Costa (como se o compadrio da sua Junta com a Câmara Municipal não tivesse culpa desse facto). A Presidente da Câmara achou que é apenas má vontade do CDS que nunca gostou do Polis e deixou sem resposta todos os aspectos negativos apontados por entidades oficiais. O PS votou contra sem justificar nada. O BE assobiou para o lado. A única dúvida que subsiste agora é saber se a maioria absoluta vai ser assegurada só pela coligação CDU/PSD, ou temos uma espécie de Crime no Expresso do Oriente, com a contribuição de todos.

Resta a oposição do CDS a este atentado patrimonial indecoroso que o futuro há-de julgar. Os responsáveis têm nome. Não os esqueceremos.





ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ALMADA

PROJECTO DE DELIBERAÇÃO DO CDS-PP

. 1. As Terras da Costa constituem uma extensão de solos agrícolas de elevada qualidade, com quase 200 hectares de área, e que apresentam condições edafo-climáticas particularmente propícias para a agricultura. O clima local é invulgar, formando-se uma estufa natural ímpar no país. O carácter empresarial das explorações agrícolas que ali são desenvolvidas permite atingir até quatro colheitas por ano, sempre com escoamento assegurado, quer no próprio concelho de Almada, quer na área metropolitana de Lisboa.

2. As Terras da Costa foram conquistadas para uso agrícola por sucessivas gerações de pessoas e constituem um precioso legado do engenho humano à história do concelho. Numa carta das Guerras Peninsulares publicada em 1821, verifica-se que aquele terreno era de características pantanosas. A terra cultivada e as construções vão surgindo de forma crescente em mapas de 1850, 1879, 1903 e 1930.

3. O Programa Habitat II da Organização das Nações Unidas estabelece o fomento da agricultura urbana como uma prioridade das cidades mundiais para o século XXI. Os exemplos de Madrid, Barcelona, Berlim, Milão, Nantes, Wagenigen, Los Angeles ou São Francisco mostram a importância que grandes cidades ocidentais atribuem a esta actividade.

4. A agricultura urbana contribui para a sustentabilidade da metrópole com a manutenção da biodiversidade, a permeabilidade e conservação dos solos, a diversidade e riqueza da estrutura ecológica, a redução do transporte de alimentos e resíduos orgânicos, a recarga de aquíferos, a segurança alimentar e a estabilidade socioeconómica.

5. Estudos do Instituto Nacional de Estatística (2000) para a Região de Lisboa e Vale do Tejo mostram que as áreas agrícolas urbanas são as únicas que conseguem aumentar os seus efectivos populacionais.

6. Segundo o estudo Espaço Agrícola de Almada. Sistema de Parques Agrícolas do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, a salvaguarda de espaços agrícolas contribui para a definição de uma estrutura ecológica e cultural fundamental para a sustentabilidade da própria cidade.

7. As Terras da Costa possuem um elevado valor histórico, cultural, natural, ecológico e paisagístico e pertencem ao património inalienável do concelho de Almada e dos almadenses. São, além disso, o modo de vida e sustento de dezenas de famílias que as receberam dos seus antepassados.

8. No âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental da Estrada regional 377-2, a Direcção Geral de Agricultura do Ribatejo e Oeste (DRARO) salientou, em ofício de 2 de Outubro de 2007, que o Estudo Prévio não dá a devida relevância às Terras da Costa, quer enquanto solo, quer enquanto actividade económica. Declara, ainda, que e exploração das parcelas agrícolas ficará inviabilizada e esta área agrícola deixará de o ser.

9. No mesmo ofício, a DRARO considera que o projecto da ER 377-2, para além de descurar o interesse estritamente agrícola dos terrenos, também não releva o valor paisagístico e a contribuição da Terras da Costa para a conservação de biótopos, como melhor consta do Plano de Ordenamento da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica. A DRARO conclui que os impactos negativos da obra serão extremamente gravosos e irreversíveis.

10. O Estudo Prévio da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da ER 377-2, refere que a obra provocará a destruição de mais de 6 hectares de dunas e habitats prioritários, situados em matas nacionais. Conclui, ainda, tratar-se de uma perda efectiva e relevante cujo impacte negativo não é minimizável, tanto mais que a área envolvente se encontra bastante pressionada pelo crescimento urbano, pelo que a perda se torna ainda mais significativa.

11. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em informação de 25 de Janeiro de 2008, considera que a via se insere num território extremamente sensível do ponto de vista ambiental, de valores ecológicos de importância nacional e internacional, consubstanciados numa Área Protegida e num Sítio de Importância Comunitária.

12. No mesmo documento, a APA refere que a ER 377-2 fomentaria cargas de utentes e necessidades de estacionamento que conduziriam à degradação de sistemas naturais de elevada fragilidade, sendo ainda que a implantação da estrada na Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos implicaria impactes negativos significativos e não minimizáveis.

13. A Estrada Regional 377-2 não coincide com o espaço canal de infra-estruturas rodoviárias definido no Plano Director Municipal, como resulta evidente da Planta de Síntese de Ordenamento das Estradas de Portugal, de Junho de 2007.

14. O troço de Vala Cavala à Aroeira da ER 377-2 repete o percurso da Via Turística, reprovada pelo Supremo Tribunal Administrativo em acórdão de 18 de Dezembro de 2002.

15. Na avaliação de impacte ambiental é omisso qualquer estudo sobre o impacte da obra nas bacias hidrográficas.

16. O prolongamento da CRIPS (IC 32), o alargamento da estrada florestal, a extensão do metro de superfície à Costa de Caparica e a valorização do comboio de praia asseguram, com impactes ambientais, paisagísticos e sociais muito mais reduzidos, os alegados propósitos de acessibilidade e mobilidade.

17. No âmbito do Programa Polis da Costa de Caparica, o Plano de Pormenor da Frente Urbana e Rural Nascente contempla a construção de habitação social nas Terras da Costa. A área afectada por essa construção inviabilizará, na área de implantação da urbanização e na área circundante, a exploração de parcelas agrícolas, e trará impactes ambientais, paisagísticos e sociais gravosos e irreversíveis.

18. Em 31 de Julho de 2009, o deputado do CDS-PP Nuno Magalhães interpôs, através do Senhor Presidente da Assembleia da República, dois requerimentos, destinados ao Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e à Presidente da Câmara Municipal de Almada, pedindo esclarecimentos sobre a ER 377-2, as Terras da Costa e os impactes que sobre estas pendem. Dos requerimentos não resultou, até hoje, qualquer resposta, o que não respeita o quadro legal vigente.


A Assembleia Municipal de Almada reunida a 13 de Novembro de 2009

a) delibera pela protecção integral das Terras da Costa, da sua vocação agrícola e de todas as áreas naturais afectadas pela ER 377-2 e por planos imobiliários;

b) pronuncia-se pela valorização das condições de vida e trabalho dos agricultores das Terras da Costa e das suas famílias nas terras que estão em seu uso;

c) reconhece o património cultural, histórico, natural e paisagístico como elemento essencial no planeamento do concelho, da sua identidade e do seu futuro.

Os deputados municipais proponentes,

Fernando Sousa da Pena

António do Livramento Maco



terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ursos

Artigo muito curioso no Diário Económico, sob o título apelativo Ursos, sobre a histeria nada científica em torno das alegadas alterações climáticas antropogenésicas:

Por cá, ao mesmo tempo que cria um fundo climático (?) e organiza folclóricos encontros sobre alterações climáticas, a Câmara Municipal de Almada tem revelado o mais ignominioso desrespeito pelos valores ambientais do concelho.

O ataque sem fim a zonas de Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional, Rede Natura, Reserva Botânica e Área Protegida mostra uma estratégia de crescimento profundamente errada e que apenas pretende sustentar os cofres da autarquia à custa de betão e asfalto. O património natural e histórico do concelho é irremediavelmente atingido, num concelho que a cada ano que passa perde memória e vê arrasada a sua paisagem, primeiro património da nossa terra.

A poucos dias do reinício da sua actividade na Assembleia Municipal, o CDS não pode deixar de lembrar que tudo fará para que Almada tenha um futuro que respeite a sua história, a sua paisagem e o que resta do seu valor natural.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Representantes do CDS na Assembleia Municipal

Corre em alguns fóruns de participação online uma versão muito particular do que sucedeu na candidatura do CDS à Assembleia Municipal. Afirma-se com insistência que os quatro ou cinco (consoante a distorção do autor) primeiros candidatos do CDS renunciaram ao mandato, o que representaria, dizem, uma «fraude eleitoral» (nas palavras inflamadas do Vereador José Gonçalves).

Em primeiro lugar, reponhamos a verdade. O candidato número 1 sempre foi o António Pedro Maco, que tomou posse do cargo para que foi eleito. Bastaria uma consulta às listas publicadas para evitar a mentira.

O restante foi uma proposta da estrutura local do partido, aceite livremente pelos candidatos seguintes na lista, que entendeu ser importante que eu estivesse presente naquele órgão. Saliente-se que a renúncia de cada pessoa é um direito expresso na lei, pelo que o termo «fraude» associado à mentira espalhada é, digamos, um tanto excessivo...

Eu percebo o incómodo das pessoas que agora se erguem. Preferiam não me ter como voz da oposição. Aliás, a presença do CDS é um empecilho à democracia peculiar de Almada. Que exige que o Polis, as estradas inúteis, os atentados à paisagem e ao património, a "betonização" do concelho, a desculpabilização do vandalismo e do crime ou as moções estapafúrdias reunam unanimidade. Tenham lá paciência.

Mas escusavam de recorrer a distorções grosseiras (como dizer que tomaram posse o 6º e o 7º da lista). E muito me surpreende a indignação vinda dos que habitualmente fazem assinar ANTES das eleições cartas de renúncia e substituem deputados a meio do mandato em nome do rejuvenescimento do grupo parlamentar. Ou expulsam do partido os que se recusam a renunciar aos mandatos. É que, para lá das paredes, os telhados também são de vidro...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ainda o Polis

Denúncias importantes no blogue EMALMADA.


Deixo aqui o comentário que a mensagem me suscitou.

O Polis é o retrato da mais assustadora incompetência e de um desrespeito torpe pelo bem público. Dinheiro, muito dinheiro, que a alguém deve ter aproveitado. Um conceito de planeamento obsoleto, que acentua a pressão imobiliária sobre o litoral. Falta de imaginação, incapacidade técnica, incúria. E o ataque criminoso ao património natural e paisagístico, cujos derradeiros e mais infames actos ainda estão para vir.

Mas muita gente anda distraída, quando se entoam loas públicas ao Programa Polis. Os partidos políticos que sempre o sustentaram (PCP, PS, PSD e BE) são todos responsáveis pelo desbaratar de dinheiro público e pelos resultados degradantes deste programa.

Conservo com cuidado o boletim municipal em que me acusavam de impedir a unanimidade em torno do Polis. Que se saiba.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A propósito de uma discussão na moda

Caim Bolchevique

Gonçalo Portocarrero de Almada

Muito se tem escrito e dito sobre o mais recente opúsculo do Nobel português mas, na realidade, não se percebe a razão, porque nesta sua última ficção literária, o escritor iberista não apresenta nada de novo. Pelo contrário, é mais do mesmo. Com efeito, não é de estranhar que o autor do falso «Evangelho segundo Jesus Cristo» manifeste, mais uma vez, o seu desdém pela Bíblia, palavra de um Deus em que não crê, e que, por isso, de novo arremeta contra as religiões em geral e a católica em particular, sua inimiga de longa data e muita estimação.

É verdade que alguns cristãos ficaram incomodados pela recorrente deturpação dos textos sagrados e pela falta de respeito pela liberdade religiosa que uma tal atitude evidencia. Mas reconheça-se, em abono da verdade, que o criador desta mistificação, com laivos auto-biográficos, não podia ter sido mais sincero nem coerente com a teoria política que tão devotamente segue. Com efeito, que outra personagem, que não Caim, poderia personificar melhor a ideologia em que se revê o galardoado autor?! Não é o irmão de Abel a melhor expressão bíblica do que foi, e é, o comunismo para a humanidade?

O ilustre premiado com o ignóbil prémio Nobel acredita que Caim nunca existiu, o que é, convenhamos, um acto de muita fé para quem se confessa ateu, até porque não tem qualquer evidência científica dessa suposta inexistência em que tão dogmaticamente crê. Mas decerto não ignora a realidade histórica de muitos outros Cains – Lenine, Estaline, Mao, Pol Pot e outros diabretes de menor monta – todos eles sobejamente conhecidos pelas atrocidades a que associaram os seus nomes e a sua comum ideologia.

À conta do Caim bíblico, agora reabilitado, por obra e graça deste seu oficioso defensor, pretende redimir os não poucos Cains que lhe são doutrinal e eticamente afins, mas a verdade é que o pretenso carácter mítico daquele não faz lendários os crimes destes seus comparsas mais modernos, até porque esta sanha fratricida ainda hoje impera, impunemente, na China, no Tibete, no Vietname, na Coreia do Norte, em Cuba, etc.

Mas não é só Caim que é um mito para o ortodoxo militante comunista, pois Deus também não existe (em todo o caso seria sempre um segundo Deus, porque o primeiro é, como é óbvio, o próprio escritor), e a Igreja Católica mais não é do que uma aberração. Mas, se assim é de facto, porque se incomoda tanto com a inexistente divindade e a pretensamente caduca instituição eclesial?! Será que, apesar de não acreditar em bruxas, no entanto nelas crê e teme?! Ou, melhor ainda, será que se está finalmente a converter, senão num cristão convicto, pelo menos num ateu não praticante?! Deus, que crê também nos que n’Ele não crêem, o queira…

Sem a Bíblia seriamos diferentes? Sem dúvida. Melhores? Duvido, porque todas as grandes tiranias do século XX – o fascismo, o nazismo e o comunismo – foram e são visceralmente ateias e, pelo contrário, todas as grandes gestas de justiça social são cristãs, como católica é também a maior rede mundial de assistência aos mais necessitados. Mas uma coisa é certa: sem o marxismo seriamos hoje muitos mais, concretamente mais cem milhões de mulheres e homens, tantos quantas foram as vítimas do comunismo em todo o mundo (cf. Stéphane Courtois, Le livre noir du communisme, Robert Laffont, 1998, pág. 14).

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Continuar a servir Almada

Estamos em final de balanço de eleições autárquicas. Tempo de repor horas de sono em falta... E tempo de agradecer a todos os que nos apoiaram e a todos os que nos confiaram o seu voto. Procuraremos ser dignos dele, com fidelidade ao programa eleitoral com que os desafiámos.


Partimos para este combate com a convicção de uma visão moderna de cidade, centrada nas pessoas e entendida na sua totalidade paisagística, territorial, económica e cívica. O programa ALMADA XXI plasma essa perspectiva que entendemos essencial na construção do nosso concelho. Será ele que guiará a nossa intervenção nos próximos quatro anos.

Apesar de ter um orçamento cerca de 30 vezes inferior ao partido que se lhe seguiu, o CDS obteve a sua melhor votação de sempre em eleições locais em Almada, tendo eleito cinco autarcas e atingido 5.31% dos votos para a Câmara Municipal e 6.22% para a Assembleia Municipal. A meta de um vereador na Câmara Municipal não foi conseguida, mas mostrou não ser irrealista. Sem a tentação do voto útil - que insisto em chamar voto fútil - poderíamos ter hoje uma vereação mais plural.

Temos pela frente um duro caminho. Uma autarquia que utiliza o erário público para intensa propaganda. Uma rede de dependências no concelho que asfixia a livre iniciativa de cidadãos e empresas. Uma comunicação social local que mostrou não ser isenta.

Note-se, a este respeito, que não houve qualquer cobertura de iniciativas ou declarações do nosso partido durante a campanha eleitoral pelos jornais que se publicam em Almada. A lei eleitoral foi, a este respeito, grosseiramente violada. O último número do jornal Notícias de Almada é um exemplo claro de como o CDS foi discriminado no tratamento da sua candidatura.

Cientes da nossa responsabilidade, procuraremos dignificar os mandatos que nos confiaram. Este blogue será a voz dos autarcas do CDS e um espaço de diálogo democrático. Como dizíamos anteriormente, Almada poderá contar connosco.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Contem connosco

ELEITOS DO CDS-PP

Assembleia Municipal de Almada
- António Pedro Maco
- Rui Proença

Assembleia de Freguesia da Charneca de Caparica
- Carlos Raimundo Raposo

Assembleia de Freguesia da Sobreda
- Eugénio Sousa Duarte

Assembleia de Freguesia da Costa de Caparica
- Pedro Sousa Morais (ind.)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mensagem de Nuno Magalhães














Almada e os Almadenses devem muito ao Fernando Pena.

Foi ele que, em primeiro lugar e sozinho na Assembleia Municipal, denunciou os erros que estavam a ser cometidos em Almada pela actual gestão. A política da Câmara tornou Almada uma cidade sem comércio e sem vida e transformou a Costa da Caparica, outrora um local turístico de eleição, numa oportunidade perdida.

Hoje, Almada é uma cidade que virou costas aos seus habitantes.

É preciso mudar, e para mudar mesmo confio plenamente na capacidade de trabalho, na competência, na dedicação ao próximo e na visão estratégica do meu Amigo Fernando Pena.

Os Almadenses já o conhecem, mas ainda vão conhecer melhor as suas enormes qualidades. Tem por isso, o meu total apoio.

Força!

Um Abraço,

NUNO MAGALHÃES

Deputado do CDS-PP pelo círculo de Setúbal

Presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP

O dever de imparcialidade...












A fotografia dispensa comentários.

O"apparatchik" comunista no seu esplendor, confundindo um órgão autárquico, que tem um imperativo de imparcialidade, com o partido.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Paulo Portas em Almada















Amanhã, dia 8, às 12h00, o Presidente do CDS-PP, Dr. Paulo Portas, visita o centro de Almada e apoia a campanha autárquica do partido neste concelho.

O início será às 12h00, na Praça S. João Batista.

Debate na RTP-N

No debate de ontem, mais uma vez favorecida a candidata comunista. Foram violadas as regras definidas inicialmente para o debate quanto à última intervenção (que deveria ser do CDS) e quanto ao equilíbrio dos tempos (com a candidata do PCP com cerca de mais 20% do tempo que cada um dos restantes).

Depois de um debate na TVI24 que o moderador permitiu que se tornasse num comício histriónico da CDU, lamento que também na RTP-N não tenha havido uma moderação justa.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vale da Sobreda




























































O Vale da Sobreda faz parte de uma Almada profunda que a Câmara Municipal comunista insiste em esquecer e procura esconder. Na emergência do século XXI, as condições de vida que lá se vêem, próprias dos arrabaldes do terceiro mundo, não fazem parte dos spots televisivos e dos boletins municipais com que o executivo procura comprar o voto dos almadenses.


No Vale da Sobreda não há transportes públicos. No Vale da Sobreda os táxis não entram dado o estado do pavimento. No Vale da Sobreda crianças têm de percorrer a pé 3 km para irem à escola. No Vale da Sobreda o centro de saúde fica a 4 km de distância e os idosos que vão a consultas usam carrinhas cedidas pelo centro paroquial, veículos de familiares ou de vizinhos, ou então têm de caminhar essa distância.


No Vale da Sobreda não existe saneamento básico. No Vale da Sobreda as poucas ruas asfaltadas são pagas pelas comissões de moradores. No Vale da Sobreda a maioria das ruas é completamente desconhecida das Autoridades e Bombeiros.


No Vale da Sobreda o lixo acumula-se pelas ruas. No Vale da Sobreda matilhas de cães ameaçam os habitantes. No Vale da Sobreda um dia de chuva significa lama abundante e muitos mais buracos. No Vale da Sobreda há casas devolutas, obras embargadas, pessoas desanimadas.


No Vale da Sobreda, casas senhoriais históricas estão em ruínas e servem de abrigo a traficantes de droga. No Vale da Sobreda, quintas de elevado valor agrícola estão abandonadas e em caso de incêndio são um autentico barril de pólvora.


No Vale da Sobreda a incúria de 35 anos de comunismo esmagou o património histórico e natural e desprezou a vida de muitas pessoas.


No Vale da Sobreda, os candidatos do CDS-PP foram a voz da esperança de que desmorone de vez o muro do comunismo que oprime o concelho de Almada.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mensagem de Nuno Melo










É para mim um prazer apoiar a candidatura do meu querido amigo Fernando Pena em Almada, cidade pela qual sempre lutou, mesmo estando muitas vezes contra o poder instituído e o “politicamente correcto”.

São pessoas destas de que Almada e o país precisam para mudar mesmo!

Conheço a competência e a dedicação do Fernando Pena à sua cidade e por isso tem o meu apoio incondicional.

Um Abraço! Força!

NUNO MELO

Deputado no Parlamento Europeu

Mensagem do Presidente da Concelhia de Almada do CDS-PP


















Caros militantes, simpatizantes e almadenses.

O CDS – Partido Popular participa nestas eleições com o maior empenho de sempre, para que tenha uma representatividade forte em Almada e solidifique de vez a sua expressão no concelho, sendo a voz de muitos almadenses.

Para isso, o partido ousou apostar fortemente no candidato Fernando Sousa da Pena, que muito já fez para que Almada seja uma cidade muito mais apetecível e com qualidade de vida, nomeadamente na sua passagem durante 4 anos pela Assembleia Municipal. Estamos assim nestas eleições com espírito de vitória e esperança nos ventos da mudança que se perspectiva.

Almada pode melhorar em muito a sua qualidade, e temos a certeza de que com os meios que a autarquia tem em seu poder se pode fazer muito melhor. Corrigir o que está mal, ter a humildade de deixar o que está bem, e sobretudo projectar um futuro muito mais livre e adequado aos grandes recursos que o concelho tem.

Almada precisa de vida, de gente, de alegria e não esta cidade vazia e triste em que se tornou. É preciso animar as suas gentes, pensar a cidade, reagir rapidamente, sob pena de Almada se tornar numa cidade fantasma às portas da capital.

Sabemos que o trabalho não é fácil, mas não nos acomodamos, não temos receio, ousamos pedir a mudança. É com o empenho e o esforço dos futuros eleitos do CDS-PP que Almada ajudará a cortar a direito esta cortina que há muito tempo nos impede de ver a luz.

Estamos para Servir Almada.

ANTÓNIO PEDRO MACO

Presidente da Comissão Política Concelhia de Almada do CDS-PP


partidopopularalmada.blogspot.com

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Obrigado, Almada











O CDS obteve também em Almada um resultado histórico: 9,1% dos votos. Concretiza-se, assim, uma tendência clara de crescimento no Concelho, e ficam desde já relançadas as expectativas de um grande resultado nas Autárquicas.

Vamos continuar a trabalhar para construir uma melhor cidade para as pessoas de Almada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estava bonita a festa



























Grande jantar em Setúbal, com Paulo Portas e Nuno Magalhães a prenunciarem ventos de mudança. Muitos cidadãos estão fartos do "centrão" dos interesses e das propostas retrógradas dos partidos da extrema-esquerda. Vamos ter um grande resultado no distrito. Vamos ter um papel decisivo para mudar Almada! Está para breve a queda do muro que ainda persiste na nossa terra.

domingo, 20 de setembro de 2009

Oposição faz eco de queixas de comerciantes


Por Inês Boaventura

Os lojistas de Almada falam em quebras de 70 por cento nas vendas e exigem a reabertura do trânsito no eixo central. PS, PSD e CDS estão de acordo, mas o BE é contra


"Com o trânsito fechado, o comércio está tramado", foi um dos gritos de protesto dos cerca de 300 comerciantes de Almada que na manhã de ontem voltaram a manifestar-se para exigir a reabertura do trânsito no eixo principal da cidade, reivindicação que é partilhada por todos os partidos políticos da oposição camarária, excepto o Bloco de Esquerda.


Depois de se terem vestido de palhaços e de terem deixado as suas lojas e montras às escuras durante várias noites, os comerciantes voltaram à carga, deste vez com uma concentração em frente ao edifício camarário na Avenida de Bento Gonçalves. As queixas, as exigências e algumas das palavras de protesto já tornadas públicas repetiram-se, mas agora a ouvi-las estavam também representantes dos principais partidos políticos.


Para Ricardo Venâncio, porta-voz dos comerciantes em luta, os negócios no centro de Almada sofreram quebras de vendas na ordem dos 70 por cento desde que o principal eixo da cidade foi fechado ao trânsito. Como resultado, adianta, 53 estabelecimentos já fecharam as portas, e o proprietário de várias lojas de roupa e restaurantes não tem dúvidas de que muitos outros se seguirão se nada for feito pela câmara, actualmente presidida pela comunista Maria Emília de Sousa.


"Definhamos de dia para dia", garante Ricardo Venâncio, defendendo que a solução passa por revogar o plano de mobilidade em vigor, reabrir a área em causa ao trânsito, para que as pessoas possam "aceder ao coração da cidade", e lançar um plano municipal de comunicação e marketing para promover o centro de Almada. "Da esquerda à direita, o denominador comum é que este plano não serve e só a câmara é que não vê isso", afirmou o comerciante.


Mas se é verdade que os representantes do PS, do PSD e do CDS presentes na manifestação defenderam que os carros devem voltar a circular livremente no eixo central, o mesmo não disse o Bloco de Esquerda. "O Bloco não quer acabar com o plano de mobilidade, nem com as ruas pedonais. Não queremos que o trânsito volte a circular", explicou a candidata à presidência da câmara, que acredita que "o problema dos comerciantes não se resolve" dessa forma.


Para Helena Oliveira, actual líder da bancada bloquista na assembleia municipal, a solução passa por "criar condições para que as pessoas possam ir às lojas sem pressa e sem o carro parado em terceira fila". Como? Criando "infra-estruturas e equipamentos que o plano de mobilidade previa", os "parques de estacionamento gratuitos".


Já o candidato do PS à presidência, Paulo Pedroso, pede a revogação "imediata" do plano de mobilidade e a reabertura da "falsa rua pedonal" (onde circulam moradores, comerciantes e pais das crianças que frequentam uma escola na zona), porque a situação actual, diz, "está a matar" Almada. O socialista acrescenta que "é urgente" trazer para o centro da cidade "uma loja-âncora" como uma loja do cidadão, levando finalmente a bom porto um processo negocial com o Governo que se arrasta "há seis anos", "por incompetência da câmara".


Paulo Pedroso propõe ainda a criação de um fundo municipal, com dois milhões de euros, para cofinanciar a modernização do comércio local. A criação de um instrumento semelhante é também pedida pelo PSD, cujo líder local do partido, Nuno Matias, diz que "é tempo de a presidente da câmara ter a humildade democrática de assumir os seus erros".

Contra a atribuição de apoios monetários aos comerciantes manifestou-se o CDS, cujo candidato à autarquia diz que o problema "não se resolve mandando-lhe dinheiro para cima". Para Fernando da Pena, a solução para as "justas" reivindicações dos comerciantes passa por concretizar "um novo conceito de urbanismo", que promova a "limpeza" e a "ordem" do espaço público, tornando a cidade "atractiva".

In Público, 18/09/2009